segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Living in Malawi
Olá!! Tem sido complicado aceder à internet e das vezes que consegui é muito lenta e praticamente não funciona.
Pois bem, tenho aprendido. Por agora tenho estado com o Dr. Pierce (Medicina Interna, especialista em HIV) e com os clinical officers, medical assistants e enfermeiros na “General Ward”, que é a enfermaria geral, e tenho visto desde doentes HIV positivos (grande parte deles), Tuberculose, Meningite, Pneumonias, etc.
Os Malawianos são realmente fortes! Há dois dias atrás chegou uma rapariga de 20 anos com uma Hb de 3,0 mg/dl e satO2 de 77%, HIV+ e com história de tuberculose (portanto num estado muito mau), e hoje já estava a andar normalmente pelos corredores e a sorrir de volta quando sorríamos para ela. Só para terem uma ideia dos recursos, não havia oxigénio suficiente para todos, então tivemos que retirar temporariamente o oxigénio de um doente que provavelmente tem DPOC (uma doença pulmonar que impede os doentes de respirarem normalmente, principalmente quando é exacerbada por infecções) para colocar nesta rapariga e, depois desta estabilizar, levámos de volta para o senhor da DPOC pois a saturação de O2 estava a baixar muito. Parece muito fácil na Europa ou nos EUA!
Uma das particularidades que ocorre de forma diferente aqui é que os doentes podem e devem ter sempre alguém a acompanhá-los enquanto estão internados, um “guardian”, ou seja, quer seja de dia ou de noite, está sempre alguém sentado perto deles, mas por vezes vão rodando dentro da mesma família. Parece-me que eles são muito ligados à família. Hoje, por volta das 12h, estávamos num quarto, que tem cerca de 8 camas, a examinar um doente, e de repente, quando damos por nós, estavam umas 20 pessoas a mais sentadas no chão ou nas camas, perto dos doentes, e todos a olhar para o que estávamos a fazer. Nós começámos a perguntar uns aos outros “o que é que se passa aqui?”, “o que é que eles estão aqui a fazer?”, “é uma festa?”. Mas não, pelos vistos é o que acontece normalmente, apesar de ainda não nos termos apercebido. Ou seja, quando chega a hora de almoço, que é hora de visitas, a família, separada devido a um membro estar no hospital, vem toda visitar o doente, e por visitar digo estar sentados perto dele sem fazer nada! É culturalmente interessante…
Para os que estiverem “clinicamente interessados”, depois tentarei colocar alguns casos que vou vendo por aqui.
Eunice
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a tia deseja um bom dia beijinhos
ResponderEliminarPois é Nice!! Experiências que nunca vais esquecer!! :)
ResponderEliminarObrigada pelas fotos e pela partilha da tua aventura fantástica.
Beijinhos